Aparente contradição em João 3:13 - Ninguém subiu ao Céu ...
==== NINGUÉM SUBIU AO CÉU ====
“Ora, ninguém subiu ao Céu, senão O que desceu do Céu, o Filho do homem”. - João 3:13
O autor desta afirmação é Jesus.
Jesus sabia muito bem que iria encontrar-Se com Elias e com Moisés, no Monte da Transfiguração.
Jesus conhecia Génesis 5:24 e II Reis 2:1,11.
Jesus lembrava-Se certamente que foi Ele que ressuscitou Moisés.
A contradição entre João 3:13 e as passagens que acabámos de referir, às quais se juntam Mateus 17:3, Marcos 9:4, e Lucas 9:30,31, essa contradição, o é apenas na aparência.
Precisamos de analisar o contexto.
A frase de João 3:13 começa com a conjunção “ora”. Esta palavra chama a nossa atenção para o facto de que a declaração que vem imediatamente a seguir a ela, está em função de algo que foi dito imediatamente antes dela.
Jesus explicou a Nicodemos que Sua missão, na Terra, era estabelecer um reino espiritual, e não temporal; o Seu ouvinte sentiu-se perturbado e confuso.
Se lermos a partir do verso 1, até ao verso 13, veremos que o que está em causa, é a transmissão e a aquisição do conhecimento, no que concerne a vida espiritual do Crente.
Jesus, depois de ter dito a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, que precisava de nascer da água e do Espírito, Jesus falou-lhe do vento, símbolo da acção do Espírito, na vida da pessoa.
Nicodemos revelou desconhecimento, fazendo uma pergunta a Jesus: “Como pode ser isso” ?
Jesus, a Quem Nicodemos se dirigiu, chamando-Lhe Rabi e Mestre, disse-lhe: “Tu és mestre de Israel, e não sabes isto” ?
Verso 11: Na verdade, na verdade te digo, que Nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos, e não aceitais o Nosso testemunho.
Verso 12: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais” ?
O texto e o contexto de João 13:1-13, não sugerem minimamente que o “subir e o descer” do verso 13, tenha a ver com os crentes. Não há uma única frase, um único indício, que sugira uma tal hipótese.
O único que subiu e desceu do Céu, foi o Filho do homem. Ele o fez “para dizer o que sabemos, e para testificar o que vimos”, ou seja, para comunicar o conhecimento de Jeová.
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”. - Hebreus 1:1,2
Jeová fala-nos através do Seu Filho, ensinando-nos e conduzindo-nos, no caminho da salvação. Jesus é o nosso Mestre.
“Vós Me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque Eu o sou”. - João 13:13
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A Sagrada Escritura faz-nos saber que Enoque, Elias e Moisés, já estão no Céu.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Quem é o ANJO DO SENHOR ?
Algumas pessoas dizem que o Anjo do Senhor, citado nas Escrituras hebraicas, não é diferente dos outros anjos. Mas Ele é bem diferente. De facto, Ele é o próprio Deus.
:: Ele fala como Deus
"Multiplicarei sobremodo a tua descendência" (Gn 16.10); "Agora sei que temes a Deus, porquanto não Me negaste o filho, o teu único filho" (Gn 22.12); "Então, o Anjo do SENHOR lhe disse [a Balaão]: [...] Eis que Eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de Mim" (Nm 22.32).
:: Ele é identificado como Deus
Gênesis 16.11 diz que "o Anjo do SENHOR" falou com Hagar, a serva egípcia de Sara. "Então, ela invocou o nome do SENHOR, que lhe falava: Tu és Deus que vê" (v. 13).
Entretanto, a prova mais clara da divindade desse Ser especial é a passagem que narra o momento em que Moisés encontrou o Anjo do Senhor "numa chama de fogo, no meio de uma sarça" (Êx 3.2). Aqui, o "Anjo" Se identificou de forma inequívoca:
"Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus" (Êx 3. 6).
Depois, nesse encontro, o "Anjo" é chamado de "Anjo do Senhor", e revela Seu nome: "EU SOU O QUE SOU" (Êx 3.14), também conhecido como Iahweh ou Javé.
:: Ele aceita adoração
Em hipótese alguma o homem pode adorar qualquer pessoa ou coisa, exceto o Deus vivo e verdadeiro (Êx 20.3-5; Mt 4.10). Os anjos de Deus rejeitam a adoração. Mas o Anjo do Senhor a aceita, indicando que Ele é Deus.
Quando Josué encontrou um homem que se identificou como "Príncipe do exército do SENHOR", ele "se prostrou com o rosto em terra, e O adorou" (Js 5.14).
Balaão fez o mesmo, ao ver o "Anjo do Senhor" (Nm 22.31). Manoá, o pai de Sansão, e sua esposa "caíram com o rosto em terra" (Jz 13.20); e Manoá disse à sua esposa: "Certamente, morreremos, porque vimos a Deus" (Jz 13.22).
:: Antes da Encarnação
As Escrituras afirmam muito claramente que Jesus existia antes de Seu nascimento físico, na manjedoura de Belém. Algumas vezes, Ele aparecia na terra, com propósitos específicos. Essas aparições singulares são chamadas de teofanias ou cristofanias. Ambos os termos se referem a manifestações visíveis de Jesus, a segunda Pessoa do Deus triúno, anterior à Sua encarnação.
:: Criador
Ele actuou na formação do mundo: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez" (Jo 1.3). O apóstolo Paulo chamou Jesus de "a imagem do Deus invisível", e disse: "Pois, nEle, foram, criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a Terra" (Cl 1.15-16).
:: O Eterno
O próprio Jesus declarou Sua divindade, quando disse: "Antes que Abraão existisse, Eu Sou" (Jo 8.58). E o profeta Miquéias anunciou que o Messias de Israel seria o próprio Eterno:
"E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti Me sairá O que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.2).
Jesus, o Eterno, que veio à Terra para nascer em Belém, esteve envolvido em todos os aspectos da criação, e da história de Israel. Ele foi Aquele com Quem Jacó lutou, e que mudou seu nome (Gn 32.28).
Jacó disse ao Anjo do Senhor: "Não Te deixarei ir, se me não abençoares" (Gn 32.26). O Anjo, então, mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.28), que significa "aquele que luta com Deus" ou "um príncipe de Deus". Depois disso, Jacó declarou: "Vi a Deus face a face" (v. 30).
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